Tem início o II Ciclo de Debates em Religiões Afro-Brasileiras e Saúde

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O Programa Municipal de DST/AIDS iniciou no último sábado, dia 01 de Setembro, o II Ciclo de Debates em Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, em parceria com a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde – São Paulo e o Coletivo Lar Arayo, dialogando com a juventude.

A prevenção do HIV, as tecnologias disponíveis, os desafios e a importância da informação na juventude foram temas da roda de conversa sobre Juventudes e Prevenção, que inaugurou o ciclo de debates em religiões afro-brasileiras e saúde e saúde.

O II Ciclo de Debates tem como objetivo ampliar o debate sobre a relação entre o Sistema Único de Saúde e as religiões afro-brasileiras para promoção da equidade em saúde, em atenção á Política de Saúde da População Negra do Município de São Paulo. Trata-se de uma estratégia que visa a ampliação das ações para prevenção de IST/AIDS, reconhecendo o espaço comunitário dos Terreiros, como núcleos de promoção da saúde em âmbito local.

O Projeto Xirê é mais uma resposta á necessária ampliação do acesso da população negra ao sistema de saúde, diante dos desafios da prevenção, diagnóstico e tratamento de IST/AIDS, em meio á diversidade de sujeitos e as inúmeras necessidades em saúde das pessoas.

No Lar Arayo, a Casa da Felicidade segundo a tradição iorubá, os religiosos puderam dialogar com o Programa de DST/AIDS sobre as dificuldades vivenciadas pela juventude no campo da prevenção do HIV/AIDS, envolvendo aspectos como as tecnologias disponíveis no mundo atual, com o uso de aplicativos e outros instrumentos, que competem com o mundo off-line e as relações nele estabelecidas.

O intercâmbio entre as experiências dos jovens dos Terreiros e os agentes do Plantão Jovem, diante da educação entre pares, a mobilização da juventude e a multiplicação das informações para o cuidado e a atenção, foram listadas entre as propostas que devem subsidiar o seminário estadual da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde.

A agenda do II Ciclo de debates reúne diferentes rodas de conversa entre Setembro e Outubro, em diferentes regiões do município, envolvendo os Terreiros e as Unidades.  A VII Reunião Técnica de IST/AIDS e Religiões Afro-Brasileiras, conduzida para monitoramento do Projeto Xirê, que acontece no término do ciclo em Outubro, em meio a Mobilização Nacional Pró-saúde da População Negra, tratará do balanço das ações e o acesso desta ao sistema de saúde. A mobilização, em 27 de Outubro é um dia nacionalmente institucionalizado pelos movimentos antirracistas, em que ativistas, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde do país inteiro discutem as ações para o acesso da população negra ao Sistema Único de Saúde.

Um segundo ciclo para ampliar o debate

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Tem início o II Ciclo de Debates em Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, em parceria com a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde – São Paulo e o Coletivo Lar Arayo.

O II Ciclo de Debates tem como objetivo ampliar o debate sobre a relação entre o Sistema Único de Saúde e as religiões afro-brasileiras para promoção da equidade em saúde, em atenção á Política de Saúde da População Negra do Município de São Paulo. Trata-se de uma estratégia que visa a ampliação das ações para prevenção de IST/AIDS, reconhecendo o espaço comunitário dos Terreiros, como núcleos de promoção da saúde em âmbito local.

A articulação entre o Programa de DST/AIDS e a Área Técnica de Saúde da População Negra da Coordenação da Atenção Básica, em parceria com os Terreiros, é mais uma resposta á necessária ampliação do acesso da população negra ao sistema de saúde, diante dos desafios da prevenção, diagnóstico e tratamento de IST/AIDS, em meio á diversidade de sujeitos e as inúmeras necessidades em saúde das pessoas.

A agenda reúne diferentes rodas de conversa entre Setembro e Outubro, em diferentes regiões do município.

A VII Reunião Técnica de IST/AIDS e Religiões Afro-Brasileiras, conduzida para monitoramento do Projeto Xirê, que acontece no término do ciclo em Outubro, em meio a Mobilização Nacional Pró-saúde da População Negra, tratará do balanço das ações realizadas nesse período, sobretudo no que refere-se ao acesso desta população ao sistema de saúde.

A mobilização, em 27 de Outubro é um dia nacionalmente institucionalizado pelos movimentos antirracistas, em que ativistas, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde do país inteiro discutem as ações para o acesso da população negra ao Sistema Único de Saúde.

Avançando!

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foto: Thiago Pássaro

Nesse mês de Agosto, o monitoramento do Projeto Xirê foi tema da VI Reunião Técnica de IST/AIDS e Religiões Afro-Brasileiras, conduzida pelo Programa de DST/AIDS da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

O evento, que aconteceu no auditório da Secretaria Municipal da Saúde reuniu lideranças de diferentes religiões afro-brasileiras, gestores e profissionais de saúde da Rede Municipal Especializada em DST/AIDS.

Durante a atividade foi possível avaliar o status do projeto, conforme as experiências dos diferentes sujeitos e identificar os desafios a serem enfrentados em vários níveis.

Para avançar, o projeto contará com um calendário ao longo do período Setembro –Dezembro, com um conjunto de atividades a serem realizadas em toda a cidade, para ampliar o debate sobre religiões afro-brasileiras e saúde, com enfoque nos recursos disponíveis para a prevenção do HIV e a assistência ás pessoas vivendo com AIDS.

A agenda reúne as rodas de conversa do II Ciclo de Debates em religiões afro-brasileiras e saúde atividades previstas para todo o mês de Setembro. Em outubro, em atenção à mobilização nacional pró-saúde da população negra a VII Reunião Técnica de IST/AIDS e Religiões Afro-Brasileiras discutirá o tema “educação entre pares” olhando para a importância da mobilização, do controle social e a participação popular na gestão da política. Aproximando-se do dia Mundial de luta contra AIDS, IV Xirê – Encontro Municipal de DST/AIDS e Religiões Afro-Brasileiras deve “olhar” para os dez anos de execução do projeto, avaliando os passos dados, a metodologia usada, as articulações realizadas e o como a comunidade organizou-se em resposta á epidemia.

Rumo a 2018!

No começo deste mês de Março, o debate sobre prevenção às ISTs/AIDS nas comunidades tradicionais de Terreiro avançou mais um pouco na Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

Na pauta, o Panorama do Projeto Xirê no Sistema Único de Saúde e nos Terreiros girou entorno da avaliação das ações um ano depois da retomada do projeto. O Programa de DST/AIDS apresentou uma avaliação inicial que contou com as informações adicionais das Unidades de Saúde da Rede Municipal Especializada em DST/AIDS. O destaque ficou por conta do relato das Unidades sobre a realidade contida na articulação entre os Terreiros. “Por vezes andamos em ovos, esbarrando em temas espinhosos, delicados, que são muito caros para a tradição” segundo João Araújo do Centro de Referência em DST/AIDS de Freguesia do Ó.

Para Lúcia Gatti, do Centro de Testagem e Aconselhamento de Santo Amaro “é tudo muito vagaroso, mas eu não sabia que tínhamos tantos agentes e profissionais de saúde naquela Unidade, que pertencessem a este universo. Foi uma surpresa.”

A articulação entre os Terreiros e as Unidades possui vários níveis de atenção. Na zona leste, o CTA Tiradentes acompanhou ao longo de todo o carnaval, cada um dos passos do Afoxé Omo Odé, dirigido pelo Babalorixá Jair de Oxóssi. Entre as ações, o CTA que saiu do prédio, colocou sua tenda na Avenida dos Metalúrgicos para poder se aproximar da população local. Para Jorge Kikuchi “Nós estamos tentando e temos um bom parceiro na região. Isso ajuda muito!”

Além do panorama de 2017, a Rede foi consultada sobre os caminhos a serem perseguidos em 2018. Falou-se na necessidade de maior mobilização, no envolvimento das demais Unidades e no trabalho em rede, com apoio mútuo. Valdete Ferreira da Área Técnica de Saúde da População Negra informou que uma das diretrizes da Atenção Básica é a acolhida aos Terreiros e suas necessidades em saúde. A reunião contou ainda com as principais autoridades locais para área de ISTs/AIDS nas Coordenadorias Regionais de Saúde.

Foto Thiago Pássaro – Programa Municipal de DST/AIDS

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Na roda que gira, gestores, profissionais de saúde e povo de santo retomam as ações do Projeto Xirê no município de São Paulo

Em Março de 2017 a Coordenação do Programa de DST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo retomou a coordenação do Projeto Xirê – Prevenção de DST/AIDS na Roda dos Orixás.

O diálogo consiste na articulação entre as comunidades de Terreiro e as Unidades de saúde, especializadas em DST/Aids, nas diferentes regiões da cidade.

A possibilidade de orientação para prevenção ao HIV e à sífilis, o diagnóstico e o tratamento com qualidade, sem discriminação, moram no conjunto das propostas apresentadas pelos religiosos ao poder público.

Entre as várias questões que permeiam o projeto, está a qualidade de vida das pessoas vivendo com AIDS, que deve contar com atenção total por parte das Mães e Pais de santo, que traduzem a saúde e o bem estar social, como um bem espiritual. Isso pode ser uma importante oportunidade de parceria com o sistema de saúde pública, com todos os recursos disponíveis!

Um ano depois da retomada do projeto, as ações acontecem e diferentes regiões da cidade, envolvendo doze diferentes unidades de saúde e Terreiros das várias religiões afro-brasileiras.

Ossaiyn vai até a Estação da Luz!

O Afoxé Filhos de Ijexá reuniu os Terreiros em mais um desfile, na Estação da Luz, centro de São Paulo. Nessa oportunidade, os Terreiros de diferentes regiões da cidade que participaram do cortejo reverenciando Ossaiyn, o médico das folhas.

Ossaiyn é uma das divindades que dão base ao trabalho desenvolvido pelo projeto, pois acredita-se que o uso do medicamento para tratamento do HIV não se substitui por ebós, chás e beberagens, mas toda a benção divina pode ser adicionada ao uso da terapia antirretroviral.

O evento contou com a participação das lideranças do Afoxé Omo Odé que enviaram mais uma vez, as suas mensagens de prevenção às IST/AIDS a partir do Projeto Xirê.

As mensagens trazem informações de prevenção elaboradas em consonância com sistema Único de Saúde, reconhecendo visão de mundo das religiões afro-brasileiras como parceira importante na construção da resposta à epidemia.

Os estandartes lembram a todos, por exemplo, da importância do autocuidado com o corpo.

O Xirê vai à rua, no carnaval de Cidade Tiradentes.

No sábado dia 03 de Fevereiro o Afoxé Omo Odé conduziu o desfile dos religiosos na Avenida dos Metalúrgicos.

Mais uma vez, Pai Jair de Oxóssi liderou a massa no extremo leste da cidade, enviando mensagens de prevenção ao HIV/AIDS a partir da visão de mundo dos Terreiros.

A atividade contou mais uma vez com a parceria com os profissionais de saúde e Agentes de Prevenção do CTA Tiradentes que alimenta a implementação do Xirê, na região leste, distribuindo preservativos e oferecendo orientação aos participantes do evento.

Coroados, o Obafoxé e a Iyafoxé do Omo Dadá para o ano de 2018.

Na sexta-feira dia 02 de Fevereiro, o Omo Dadá realizou concorrida cerimônia de coroação do Obafoxé e da Iyafoxé para o carnaval de 2018.

A atividade, realizada na Galeria Olido, reuniu lideranças diferentes religiões afro-brasileiras que compõem a história do Omo Dadá em seus 37 anos de fundação.

Oxóssi, o Caçador de uma flecha só, é o orixá homenageado em 2018, razão pela qual o título de Obafoxé foi conferido ao Babalorixá Carlinhos de Odé e o título de Iyafoxé à Iyalorixá Graça de Odé, uma das mais importantes lideranças do Projeto Xirê, na região leste de São Paulo.

Além deles, inúmeros outros Sacerdotes de Oxóssi, foram igualmente homenageados pela Iyalorixá Wanda de Òsún, matriarca do afoxé.

Com a Galeria cheia, o povo de santo teve mais uma oportunidade de responder à intolerância religiosa e o racismo de que são vítimas, continuadamente.

Dezembro de 2017: O SAE Ceci avança no diálogo com os Terreiros.

As vésperas do Natal de 2017 o SAE Ceci e o Ile Alaketu Asé Ogún e Oyá avançaram nas articulações para prevenção ao HIV, com a contribuição das comunidades tradicionais de Terreiro.

O encontro girou entorno na necessidade de ações para prevenção em especial atenção à comunidade de mulheres.

A atividade ocorreu em meio à cerimônia pública dedicada à saída de novos iyawos – novatos, recém iniciados na tradição -, o que alimentou o debate sobre a visão de mundo dos Terreiros no universo da saúde.

Essa é uma das ações previstas na parceria entre as comunidades de Terreiro e as Unidades de saúde da Rede Municipal Especializada.